Eu já! Quando pareço depender de alguém que não está nem aí para mim, quando me esforço além do limite para agradá-la e essa pessoa parece insensível.
Para entender você deveria conhecer minha história. Durante mais de 30 anos passei pela vida, não curti muito. Quando, ano passado, surgiu do céu uma nova amizade descobri algo que não sabia possuir: vontade de experimentar, ousar, ser mais eu, mais mulher, com todas as imperfeições possíveis que isso apresenta. Para ficar mais fácil vamos chamá-la de BG.
Tornei-me dependente da BG e existe uma possibilidade que deixe de fazer parte da minha vida diária, nisto reside minha frustração, até BG entrar na minha vida era extremamente dependente de meus pais, não conseguia dizer não a eles por mais que, muitas vezes, não quisesse ou não gostasse do que eles me submetiam, imaginem almoços com a parentada todo findi?!.
Com BG aprendi a ser mais independente e fazer o que me dava vontade, aprendi a dizer não e apesar de ter aprendido muito a tarefa que ela começou ainda está incompleta, preciso dela, ainda na minha vida, não estou preparada para dizer "adeus" nem um "até breve" porque este "até breve" não seria tão breve assim. BG me mostrou o mundo que não sabia existir, resgatou minha baixa auto-estima em padrões aceitáveis, apesar de às vezes voltar lá para o calcanhar.
Antes que vcs. pensem que BG e eu temos um caso, posso assegurar que não, nossa praia são os homens, os meus preferencialmente morenos. Ela é casada eu sou single, por ora (espero!). A respeito do meu namorado (eu o tenho), vale um outro post. Trata-se de cumplicidade entre duas pessoas, típica de uma olhar para outra e saber o que vai pela cabeça da outra, nós mulheres entendemos muito disso... de amizade nascida de uma segunda impressão melhor do que a primeira.
Às vezes me pergunto se sou normal, se ficar tão dependente de uma amizade é coisa de gente mentalmente sã! O que você acha?
Nenhum comentário:
Postar um comentário